carregam em suas cores aquilo que palavras não alcançam.
Cada pétala guarda um segredo, uma emoção silenciosa,
uma forma única de sentir e de demonstrar,
como se o próprio jardim soubesse traduzir o que o coração não diz.
A vermelha pulsa como um amor intenso,
a branca acalma com sua paz e tranquilidade,
a amarela ilumina como dias claros, leves e sinceros.
E a azul, rara, lembra aquelas pessoas que quase não se encontram…
mas que, quando surgem, transformam tudo ao redor.
Há também as que falam de ausência, de ciclos que se encerram,
e aquelas que nascem para trazer alegria, presença e calor.
Mas, entre tantas cores e significados,
existem flores que não se explicam,
apenas despertam algo novo, sem pedir permissão.
E foi assim, em meio a tantas possibilidades,
entre conversas e momentos que foram acontecendo,
que algo começou a florescer…
leve, natural, sem pressa, apenas sendo,
como uma rosa cor-de-rosa que encanta pela delicadeza.
Talvez algumas flores não estejam em nosso jardim por acaso.
Elas chegam no tempo certo, quando estamos prontos para cuidar.
E, entre tudo que já floresce por aqui,
há agora um novo cuidado, mais atento, mais presente…
como quem reconhece o valor de algo especial que está para surgir.
Leandro Pereira
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