Em um tempo onde tudo evoluiu,
as palavras chegaram mais rápido,
as mensagens encurtaram distâncias…
Mas, de algum jeito,
os sentimentos aprenderam a se esconder.
Antes,
o amor não pedia permissão.
Ele simplesmente acontecia.
A saudade não esperava convite,
não marcava horário,
não precisava de confirmação.
Ela batia…
e a gente ia.
Ia ver, ia sentir e ia viver.
Hoje, tudo precisa estar certo,
alinhado, combinado, autorizado.
Até o querer…
precisa ser planejado.
E quem sente demais,
quem carrega intensidade no peito,
aprendeu a desacelerar o próprio coração…
Não por falta de sentimento,
mas por medo de assustar.
Que estranho isso…
Num mundo com mais conexões,
nos tornamos mais distantes.
Com tantas formas de dizer “eu te amo”,
as pessoas passaram a duvidar dele.
E o que antes era impulso,
virou cautela.
O que era entrega,
virou cálculo.
E mesmo assim…
em meio a tudo isso,
ainda existe aquele momento,
aquele encontro,
aquele olhar…
que faz a gente lembrar
que o amor de verdade
nunca deixou de existir.
Só ficou esperando
alguém que tenha coragem
de declarar e sentir como antes.
Leandro Pereira
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